sábado, 8 de outubro de 2011

Pura e bela amizade

De quando em quando
Uma se ergue, consolida
A amizade faz-se verdadeira
E de harmonia preenche a vida

O ar parece fluir mais tranquilo
A inquieta mente encontra abrigo
Nem tudo se mede ou quantifica
Mas pouco é tão caro como um amigo

Na dor, compreende
Na alegria, compartilha
Não dá, nem pede.
Alivia. Alivia.

Quando revolto o oceano ou
Areias de vento nos alcançam
Olhos cegos parecem pedir direção.
Felizes os que nas horas mais complexas
Nos momentos mais desesperados
Têm um amigo, perto ao coração.

A dedicação sem cobrar
A palavra marejada no olhar
O apoio quando tudo a desintegrar
A escada no vão da vida a salvar.

Amiga,
Tem como tua a minha mão
Já calejada e também frágil
Mas morna de tanto amor.
Divido contigo o teu sofrer
Para transbordar em mim a ânsia
De juntas, sem dúvida, vencer.

Nenhum comentário:

Postar um comentário