Volto, porque tempo demais.
Volto, necessidade atroz.
Volto porque meu coração
Apertado, havia calado a voz.
Mudanças, sonhos em verdade
Vida louca, impõe a decisão
Passo a passo a máscara desfaz-se
Vê-se que a dúvida era toda em vão.
Outra, mas ainda assim em mim
Nova, como a flor da solidão
Extemporânea, ainda amedrontada
Pétala a pétala, com raízes presas ao chão.
Volto, de coração inflado
Pela saudade da palavra solta ao ar
Pela frase que se une ao imaginado
Pelo anseio, de também eu, me libertar.
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